domingo, 25 de maio de 2008

Para minha amiga Ju!

Oi Ju!

Como você está?
Já faz tanto tempo que não nos vemos...
E parece que foi ontem que te conheci!
Você tinha 11 anos e eu 13!
Brincávamos na rua e ouvíamos músicas juntas!
Era como minha irmã... Na verdade, você ainda é como minha irmã!
Sinto saudades de vc!
Você está tão longe...
Queriq que vc estivesse aqui...
Para conversar comigo...
Me contar o que acontece contigo...
As vezes penso que não teremos o que conversar quando nos vermos!
Nossas vidas mudaram tanto!
Eu envelheci muitos anos em 5!
E sei que vc tb!
Espero te ver logo!!!

Saudades imensas...

Cris

quinta-feira, 15 de maio de 2008

(Des)concertando a tragédia vivida em um dia...

Olha...

Eu sei que você já sabe de tudo isto!
Que nada na vida pode ser como já foi um dia...
Que há um tempo atrás, tínhamos nos arrependido de todas as coisais idiotas que fizemos!


Olha...

Pra quê tentar nos acertar agora?
Pra quê querer fazer que tudo dê certo?

Pra quê?

Me diz???

Você sabe mesmo o que está pensando agora?
Só porque naquele dia você me disse que estava arrependido...
E disse tb...

Ahhh,quer saber?
Deixa pra lá, vai?

Nada vai voltar a ser como antes, não é?

Eu vou continuar com minha vidinha sem graça...
E você também...

Eu nem conheço você, sabe?
E você também, nem me conhece!!!!

E pra quê isso tudo então?
Me diz??
Vamos, me diz!!!!!

Por favor, porque você é assim???

ahhhhh... porrr...queee!!!!!

Sabe aquela nossa música?
Sim, aquela...
Aquela que só se houve em tardes de outono...
Eu estou tocando-a na vitrola!!!

E o disco gira e gira e gira...
E as notas voam...
Me trazendo de volta...

De volta...
De volta...

(...)
A vida real!

sábado, 27 de outubro de 2007

coisas da vida!




Ontem eu pensei muito.Pensei no momento mais feliz da minha vida...
No que eu iria guardar se eu morresse agora... e a primeira coisa que me veio a mente, foram os meus 14 anos...
Quando eu a Ju e a Maria ficávamos ouvindo música a tarde toda, falando um monte de bobagens e comendo pipoca no quarto... Ou quando nós três resolvíamos dormir todas em casa, e fícavamos no escuro contando todas as descobertas de amor que havíamos feito na baladinha do dia anterior... Era uma época gostosa!
Agora, nós três estamos velhas e longe uma das outras... Elas moram em outro estado e a internet ajuda nisto um pouco... Mas a saudade ainda bate, bate forte daquele tempo em que nada mais importava além da nossa amizade!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Vamos falar de música?

texto escrito há uns 2 meses atrás...

Ontem ouvi a nova música do Devendra, que se chama Rosa. Foi uma parceria com o Amarante, ex los hermanos e atual Orquestra Imperial.Adorei e achei-a muito mais Amarante que Devendra. Imagino que ele esteja feliz... Primeiro cd do Orquestra saindo, turnê com o Devendra e muitas composições individuais ou em parcerias. Los hermanos acabou, mas pelo menos vê-lo em alguma ocasião, consiguirei!

Outro cd que não paro de ouvir é o novo do Beastie Boys, conhece?Chama-se Mix up, e está uma coisa meio Hurtmold, banda da zona leste de sampa, que abriu para os fofos do Magic Numbers no festival indie que ocorreu em Sampa... Adorei o cd, está muito bem trabalhado, com novos rítimos e muitos arranjos. Os meninos do Beastie Boys gravaram o cd depois de uma breve passagem no Rio de janeiro, onde tomaram suco de Tangerina, que deu origem a uma das músicas do albúm, e uma das minhas preferidas...
Bem, quem ainda não ouviu, vale a pena procurar e baixar...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Depois da chuva...

Havia uma pessoa sentada naquele lugar. Um ser diferente daqueles que ela gostaria de ter imaginado ao seu lado. Era como se uma sombra estranha a seguisse em todos os momentos de sua vida. Algo entre um parasita e uma flor...Era um dia cinza. Chovia e um friozinho de fim de tarde batia em seu rosto...Isto fazia com que seus sentimentos ficassem confusos...Pensava em como as coisas chegaram até este ponto. Como seus sonhos mais perfeitos haviam se tornado uma séria inexplicável de tortura e glória!Transformara este sentimento em um momento de estrema delicadeza. Dar um passo maior que alcançasse, poderia a derrubar em um abismo sem fim...Não sentia mais o doce gosto daquilo que experimentara...Sentia um vazio imenso entre seus travesseiros e seus grandes abraços.Tudo aquilo que construíra para a sua vida de mais certo, parecia desmoronar a cada toque do telefone...Quando é que as coisas que mais importam se perdem de você?Pensara ela após acender um cigarro....Sim, um cigarro, mas nem este tinha o mesmo gosto...Era um gosto amargo, que queimava sua garganta, prendendo cada vez mais a lágrima que pendia a escorrer entre seus olhos, e o grito que trancara em sua garganta...Respirou fundo!Teria que ir em busca de suas alegrias perdidas sem olhar pra trás.Levantou.

sábado, 23 de junho de 2007

Um café!



Ela entrou no café.
Ele estava logo atrás dela.
Andou até o balcão e pediu:
Ela: Um café com espuma de leite, por favor.
Gostava de café bem forte com espuma de leite. Somente para dar uma certa cremosidade. Adoçou pouco, para que ele ficasse amargo. Seu jeito de tomar café...
A moça o fez com um certo capricho. Ela pegou sua xícara e foi sentar-se na última mesa, no canto onde as paredes se intersectavam. Havia uma luz bem em cima da mesa. Um canto penunbrento, apenas com esta luz. As paredes do café eram amareladas, e as cadeiras de madeira, davam uma certa classe ao local.
Ele sentou-se em sua frente. Não havia pedido um café. Não havia diálogo entre os dois. Ele apenas a seguia, ela apenas tomava seu café.
Pegou um pacotinho de adoçante. Despejou em sua xícara e mexeu devagar. Ele olhava todos os movimentos que ela fazia... Lambeu a colher e começou a tomá-lo.
Ela olhava para ele com o rosto sério. Olhar duro e com um ar de desprezo. Ele tentava disfarçar...Olhava pra ela, desviava o olhar, ensaiava um sorriso bobo, e voltava o olhar...
Ela mantinha-se com o olhar direto em seus olhos. Esses, por sua vez, brilhavam e esbanjavam um certo ódio, coisa que ela detestava...
Estava um clima sujo. Nenhuma palavra entre eles. Os múrmuros das outras pessoas do café chegavam a adentrar a mente dos dois que tristemente se olhavam...
Era um olhar de romance rasgado. De mágoa retida, de palavras não ditas, de palavras desperdiçadas, de...Desespero!
Ela segurava sua xícara na altura de sua boca, mas sem encostar nela, com os dois cotovelos sobre a mesa, e olhava...
Ele agora, com medo de manter o olhar, desperçava. Estava nervoso, mexia o celular entre suas mãos, como se não soubesse o que fazer. Podia sair dali correndo, dizer a ela tudo o que estava engasgado, mas não o fez. Manteve-se ali, em sua companhia, enquanto ela tomava seu café com aquele olhar de quem culpa alguém...
Tomou o último gole do café. Colocou calmamente a xícara em seu pirex. Levantou-se e saiu, sem dizer nada...
Ele levantou e foi atrás dela. Nenhuma palavra!
Ela andava com seu andar marcado. estava com um turbante prateado em seus cabelos, ombros a mostra e um sapato novo. Segurava sua bolsa carteira com as duas mãos e mantinha seu olhar a frente. Diminuiu o passo. Ele diminuiu também e manteve-se ao lado dela. Haviam pétalas de rosas vermelhas espalhadas na calçada. Dois corações amargurados e um silêncio cortante.
Caminharam até seu apartamento. Ela olhou para o chão e pensou:
"De nada mais me importa. Só sei que estou de sapatos novos!"

Sapato Novo
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

(...) – bem, como vai você? levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo sonho (2x)
ponho meu sapato novo e vou passearsozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena

ps: no video, sou aquela loira com vestido vermelho que faz bolhas de sabão.

Só isso!

"lying is the most fun a person can have without taking their clothes off"